Mulheres na Transição Energética: Liderança e Inovação nas Energias Renováveis no Brasil
O Brasil é referência mundial em sustentabilidade energética, com cerca de 89% da sua eletricidade vinda de fontes limpas. As hidrelétricas continuam sendo a base histórica do país, mas o avanço acelerado das fontes eólicas e solares já garante quase um quarto da geração nacional, complementada pela eficiência do uso da biomassa.
No entanto, vale diferenciar os dois conceitos principais do setor: enquanto a matriz elétrica analisa apenas a eletricidade (90% de renovabilidade), a matriz energética considera todo o consumo do país, incluindo combustíveis de transporte e indústria, onde o Brasil mantém cerca de 50% de energia limpa.
Olhar para a força do setor elétrico brasileiro é também buscar referências de quem está abrindo caminhos nessa área. O avanço da transição energética no país conta com a liderança crucial de mulheres, conheça algumas delas:
Renata Martins Braga: Professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), venceu o prêmio Ciência Delas liderando investigações sobre captura intensiva de CO₂ para a produção de biocombustíveis avançados e conversão de biomassa.

Juliana Souza Baioco: Docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi premiada por seus estudos técnicos voltados para o desenvolvimento de futuros parques eólicos offshore e armazenamento subterrâneo de energia.

Fernanda Delgado: Atua como diretora executiva da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde, coordenando frentes estratégicas para a consolidação de matrizes energéticas limpas no país.

O fortalecimento das energias renováveis no Brasil depende não apenas dos avanços tecnológicos e da ampliação das fontes limpas, mas também da valorização da diversidade e da inclusão de mais mulheres na ciência, na pesquisa e na liderança do setor energético. As trajetórias de pesquisadoras e profissionais como Renata Martins Braga, Juliana Souza Baioco e Fernanda Delgado demonstram que a participação feminina tem contribuído significativamente para o desenvolvimento de soluções inovadoras em áreas estratégicas, como biocombustíveis, energia eólica offshore e hidrogênio verde. Da mesma forma, iniciativas como a Rede Brasileira de Mulheres na Energia Solar (MESol) fortalecem a representatividade feminina e incentivam novas gerações a ingressarem nas carreiras ligadas à transição energética. Investir na participação das mulheres é, portanto, investir em uma matriz energética mais sustentável, inovadora e capaz de responder aos desafios ambientais e sociais do futuro.
Referências:
ALÉM DA ENERGIA. Mulheres na transição energética: conheça as vencedoras. Podcast. Florianópolis: ENGIE Brasil, 2023. Disponível em: https://www.alemdaenergia.engie.com.br/podcast/mulheres-na-transicao-energetica-conheca-as-vencedoras/. Acesso em: 20 jul. 2026.
BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Entenda como o Brasil organiza a geração, transmissão e o consumo de recursos energéticos para o futuro. Brasília, DF: Governo Federal, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/entenda-como-o-brasil-organiza-a-geracao-transmissao-e-o-consumo-de-recursos-energeticos-para-o-futuro. Acesso em: 20 jul. 2026.
EMBER. Brasil desponta como potência em eletricidade renovável do G20. Londres: Ember, 2024. Disponível em: https://ember-energy.org/pt-br/analise/brasil-desponta-como-potencia-em-eletricidade-renovavel-do-g20/. Acesso em: 22 jul. 2026.
FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE (FUNPEC). Pesquisadora da UFRN conquista 1º lugar em seleção internacional sobre energias renováveis. Natal: FUNPEC, 2023. Disponível em: https://funpec.br/pesquisadora-da-ufrn-conquista-1o-lugar-em-selecao-internacional-sobre-energias-renovaveis/. Acesso em: 21 jul. 2026.
MESOL. Página inicial. Maringá: Minha Energia Solar, 2026. Disponível em: https://www.mesol.com.br/. Acesso em: 20 jul. 2026.
RAÍZEN. Matriz energética brasileira: o que é e qual a importância? São Paulo: Raízen, 2023. Disponível em: https://www.raizen.com.br/blog/matriz-energetica-brasileira. Acesso em: 22 jul. 2026.