Segurança Alimentar: a ciência que combate a fome no Brasil

Falar de fome no Brasil pode parecer contraditório. Afinal, o país é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Ainda assim, muitos brasileiros convivem com algum grau de insegurança alimentar no dia-a-dia, um problema que revela profundas desigualdades sociais, atingindo de forma mais intensa populações vulneráveis e regiões historicamente marginalizadas.

Segundo a FAO, segurança alimentar existe quando todas as pessoas têm acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer outras necessidades essenciais. Esse conceito envolve não apenas a disponibilidade de alimentos, mas também o acesso, a qualidade nutricional e a estabilidade ao longo do tempo.

A fome no Brasil não é causada pela falta de alimentos, mas principalmente pela dificuldade de acesso. Fatores como pobreza, desemprego, concentração de renda e desigualdades regionais dificultam que parte da população consiga se alimentar de forma adequada. Soma-se a isso o impacto das mudanças climáticas, que afetam a produção agrícola, e o desperdício de alimentos ao longo da cadeia produtiva.

Nesse contexto, a ciência e a tecnologia desempenham um papel estratégico ao oferecer ferramentas para compreender e enfrentar o problema de forma sistêmica. O conhecimento científico permite integrar dados sobre produção, distribuição, consumo e nutrição, contribuindo para a formulação de soluções mais eficientes. Tecnologias de monitoramento, inovação na produção de alimentos, melhoria nos sistemas de armazenamento e distribuição, além da geração de evidências para políticas públicas, são exemplos de como a ciência se traduz em ações concretas no combate à fome.

No entanto, apesar desse potencial, os desafios são significativos. A produção de conhecimento científico nem sempre se traduz em políticas públicas efetivas, seja por falta de investimento, descontinuidade de programas ou ausência de políticas públicas. Além disso, há barreiras estruturais que limitam o impacto dessas soluções, como a desigualdade social persistente e as dificuldades de acesso a tecnologias por pequenos produtores.

Outro desafio importante é a necessidade de conciliar aumento da produção de alimentos com sustentabilidade ambiental. O avanço das mudanças climáticas impõe novos riscos à segurança alimentar, exigindo respostas rápidas e baseadas em evidências. Ao mesmo tempo, o desperdício de alimentos continua sendo um problema crítico, evidenciando falhas na gestão e na distribuição que poderiam ser mitigadas com maior aplicação de conhecimento técnico.

Políticas públicas baseadas em evidências científicas têm demonstrado capacidade de reduzir a fome e melhorar as condições de vida da população. Iniciativas como o Programa Bolsa Família, o Programa Nacional de Alimentação Escolar e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional mostram que a articulação entre ciência, Estado e sociedade pode gerar resultados concretos. Ainda assim, a continuidade e o fortalecimento dessas ações são fundamentais para garantir avanços duradouros.

Dessa forma, combater a fome no Brasil exige mais do que capacidade produtiva: demanda compromisso político, investimento em ciência e tecnologia e enfrentamento das desigualdades estruturais. A ciência não resolve o problema sozinha, mas é uma ferramenta indispensável para orientar decisões e construir soluções mais justas e eficazes.

Referências:

BEZERRA, Thaíse Alves; OLINDA, Ricardo Alves de; PEDRAZA, Dixis Figueroa. Insegurança alimentar no Brasil segundo diferentes cenários sociodemográficos. Ciência & Saúde Coletiva, v. 22, p. 637-651, 2017.

KEPPLE, Anne Walleser; SEGALL-CORRÊA, Ana Maria. Conceituando e medindo segurança alimentar e nutricional. Ciência & Saúde Coletiva, v. 16, p. 187-199, 2011.

FAO, IFAD, UNICEF, WFP and WHO. 2022. The State of Food Security and Nutrition in the World 2022. Repurposing food and agricultural policies to make healthy diets more affordable. Rome, FAO.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Levantamento Sistemático da Produção Agrícola Estatística da Produção Agrícola: Março de 2026.

Como os dados científicos moldam políticas de proteção à mulher e população LGBTQIA+

A construção de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e da população LGBTQIA+ não acontece por acaso nem apenas com base em opiniões. Essas políticas são, em grande parte, resultado de estudos científicos que analisam a realidade social e identificam problemas concretos. Ou seja, é a partir de dados confiáveis que o poder público consegue entender onde estão as desigualdades e como agir para reduzi-las.

Nesse contexto, o dado científico é fundamental porque torna visíveis situações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. Pesquisas na área de gênero e diversidade mostram, por exemplo, que pessoas LGBTQIA+ enfrentam dificuldades no acesso à saúde, muitas vezes por falta de preparo dos profissionais ou por preconceitos ainda presentes. Esses estudos ajudam a mostrar que o problema não é individual, mas estrutural, e que precisa de soluções coletivas e organizadas.

Além disso, a ciência também ajuda a melhorar as políticas já existentes. Há pesquisas que indicam que, mesmo quando existem diretrizes para atender a população LGBTQIA+, muitos profissionais não as conhecem ou não sabem como aplicá-las. Isso mostra que não basta criar políticas: é preciso garantir que elas sejam colocadas em prática, por meio de capacitação e acompanhamento. Assim, os dados científicos ajudam a identificar falhas e apontar caminhos para melhorar os serviços.

No caso das mulheres, especialmente em relação à violência de gênero, os estudos têm um papel ainda mais central. A produção científica permite identificar padrões de violência, como os contextos em que ela ocorre com maior frequência (muitas vezes dentro do ambiente doméstico) e os fatores de risco envolvidos. Essas informações foram essenciais, por exemplo, para a criação e o fortalecimento de leis e políticas públicas específicas de proteção às mulheres, além da implementação de delegacias especializadas, casas de acolhimento e canais de denúncia.

Outro ponto importante é que os dados revelam que algumas mulheres estão em situação de maior vulnerabilidade, como mulheres negras e de baixa renda, o que reforça a necessidade de políticas públicas que considerem essas desigualdades. O entendimento mais amplo, construído com base em estudos científicos, contribui para que as políticas públicas sejam mais completas e eficazes.

Os dados científicos também são fundamentais para avaliar se as políticas estão funcionando. A partir de estatísticas e pesquisas, é possível acompanhar a redução (ou não) dos casos de violência, identificar falhas nos serviços e propor melhorias. Isso garante que as políticas não fiquem apenas no papel, mas tenham impacto real na vida das pessoas.

Por fim, diversas instituições públicas utilizam dados científicos para orientar suas ações. Órgãos do sistema de justiça, por exemplo, têm investido na coleta e análise de dados para entender melhor os casos de violência e discriminação. Isso permite que as decisões sejam mais justas e que as políticas públicas sejam mais eficazes.

Portanto, o dado científico é essencial para a criação e o aprimoramento de políticas de proteção às mulheres e à população LGBTQIA+. Ele permite que as decisões sejam baseadas em evidências, e não em achismos, contribuindo para uma sociedade mais justa, segura e igualitária.

O Mapa das Pesquisadoras: um panorama da ciência feminina no Brasil

A ciência brasileira é profundamente marcada pelas contribuições de mulheres que atuam em diversas áreas do conhecimento, em todas as regiões do país. Ainda que alguns nomes recebam maior visibilidade, existe uma rede ampla e potente de pesquisadoras (muitas vezes fora dos holofotes) que produzem conhecimento essencial para o desenvolvimento científico e social.

As pesquisadoras brasileiras desempenham um papel central tanto na produção científica nacional quanto internacional. Apesar disso, ainda enfrentam desafios estruturais: permanecem sub-representadas em cargos de liderança e, com frequência, recebem menos reconhecimento institucional. Mesmo diante desse cenário, elas seguem conquistando espaço e fortalecendo a presença feminina na ciência.

Conheça, a seguir, pesquisas de impacto conduzidas por mulheres em todas as regiões do Brasil:

Pesquisadoras da Região Norte

Na Região Norte, a produção científica liderada por mulheres está diretamente ligada à Amazônia e aos seus impactos globais.

Erika Berenguer desenvolve estudos sobre a flora amazônica, contribuindo para o conhecimento e a conservação da biodiversidade. Marília Brasil Xavier atua na investigação de doenças infecciosas tropicais, com impacto direto na saúde pública da região. Elenise Faria Scherer, por sua vez, investiga o desenvolvimento regional e a sustentabilidade na Amazônia.

Pesquisadoras da Região Nordeste

A Região Nordeste se destaca pela produção científica de alto impacto, especialmente nas áreas de saúde pública, biotecnologia e biodiversidade.

Jaqueline Goes de Jesus teve papel fundamental no sequenciamento do SARS-CoV-2 no Brasil, fortalecendo a vigilância epidemiológica. Silvana Santos desenvolve pesquisas em genética humana, com foco em doenças raras e populações do sertão, ampliando o acesso ao diagnóstico e à inclusão científica. Na área ambiental, Patrícia Muniz de Medeiros investiga o uso de plantas medicinais e os saberes tradicionais do semiárido.

Pesquisadoras da Região Centro-Oeste

A Região Centro-Oeste é estratégica para a ciência brasileira, com pesquisas voltadas à produção de alimentos e à sustentabilidade.

Na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Henriette Monteiro Cordeiro de Azeredo desenvolve estudos sobre conservação de alimentos e embalagens sustentáveis. Na área da saúde e nutrição, Kênia Mara Baiocchi de Carvalho pesquisa nutrição e doenças crônicas.

Pesquisadoras da Região Sudeste

A Região Sudeste concentra pesquisas com forte presença em ciência, tecnologia e inovação.

Ester Sabino liderou o sequenciamento do genoma do SARS-CoV-2 em tempo recorde, contribuindo decisivamente para o combate à pandemia. Claudia Bauzer Medeiros desenvolve pesquisas em ciência de dados e gerenciamento de informações geográficas. Renata Valeriano Tonon atua em tecnologias de processamento que aumentam a vida útil dos produtos alimentícios. Já Márcia Regina Cominetti pesquisa mecanismos celulares relacionados ao câncer.

Pesquisadoras da Região Sul

A Região Sul se destaca pela excelência em ciência básica e aplicada, com pesquisas de impacto nacional e internacional.

A física Márcia Barbosa lidera estudos sobre as propriedades da água, com relevância global. A bióloga Thaisa Storchi Bergmann investiga a formação e evolução de buracos negros em galáxias. Mariangela Hungria lidera estudos sobre fixação biológica de nitrogênio, reduzindo o uso de fertilizantes químicos. Na área da saúde e medicina regenerativa, Patricia Pranke atua em estudos com células-tronco.

O panorama apresentado evidencia a diversidade e a relevância das pesquisas conduzidas por mulheres em todas as regiões do Brasil. Em diferentes áreas do conhecimento, essas pesquisadoras contribuem de forma significativa para o avanço da ciência, enfrentando desafios e ampliando as fronteiras do saber.

 

 

Violência contra mulheres negras, indígenas e LBT: quando gênero se cruza com desigualdade

Quando falamos sobre violência contra as mulheres, é importante lembrar que ela não atinge todas da mesma forma. Algumas mulheres estão mais expostas à violência, ao abandono do Estado e à falta de proteção porque, além do machismo, também enfrentam racismo, preconceito contra sua identidade de gênero ou orientação sexual, pobreza, exclusão territorial e invisibilidade social. É por isso que esse debate precisa olhar para os cruzamentos entre diferentes desigualdades. Esse olhar é chamado de interseccionalidade: entender que gênero, raça, classe, território e identidade não atuam separadamente, mas juntos, aprofundando violências e barreiras.

Na prática, isso significa que não basta dizer que “as mulheres sofrem violência”. É preciso perguntar: quais mulheres? em quais condições? com que acesso à proteção? Uma mulher negra da periferia, uma mulher indígena em seu território, uma mulher lésbica, bissexual ou trans podem viver formas muito diferentes ,e muitas vezes mais duras, de violência. Quando esses recortes não aparecem, a realidade fica incompleta, e as políticas públicas deixam de alcançar justamente quem mais precisa.

No caso das mulheres negras, os dados mostram como racismo e violência de gênero caminham juntos. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, 63,6% das vítimas de feminicídio no Brasil eram negras. Já uma nota técnica publicada em março de 2026 mostrou que, entre 2021 e 2024, 62,6% das vítimas de feminicídio eram mulheres negras, enquanto mulheres indígenas e amarelas aparecem em percentuais muito baixos nos registros, o que também acende um alerta sobre subnotificação e apagamento. Esses números revelam que a violência não está separada da desigualdade racial: ela atinge com mais força quem já vive em contextos históricos de exclusão.

Falar de mulheres indígenas também exige atenção especial. A violência, nesse caso, muitas vezes se relaciona não apenas ao gênero, mas também ao território, à invasão de terras, à precariedade no acesso à saúde, à ausência do Estado e ao racismo contra povos originários. Em 2025, o Conselho Nacional de Direitos Humanos divulgou que os registros de violência contra mulheres indígenas aumentaram 258% entre 2014 e 2023, com destaque para o crescimento da violência sexual. O mesmo documento afirma que 79% das vítimas eram menores de idade, mostrando um cenário ainda mais grave. Quando a violência se mistura com disputa por território e abandono social, ela se torna ainda mais cruel.

Quando olhamos para mulheres LBT e trans, outro problema aparece com força: a invisibilização estatística. Muitas violências não são registradas com o recorte correto de orientação sexual ou identidade de gênero, o que dificulta enxergar a dimensão real do problema. Mesmo assim, os levantamentos existentes mostram uma situação grave. O dossiê da ANTRA sobre 2024 reforça a permanência do Brasil como um país extremamente violento para pessoas trans e chama atenção para a violência de gênero sofrida por mulheres trans e travestis. O mesmo debate também tem avançado em relação às mulheres lésbicas e bissexuais: em 2025, o Ministério das Mulheres divulgou o LesboCenso, pesquisa que mapeia desafios vividos por lésbicas no Brasil, inclusive nas áreas de violência, saúde e educação.

 

Falar sobre interseccionalidade, então, não é usar uma palavra difícil. É reconhecer uma verdade simples: a violência cresce onde a desigualdade já machuca. E, se queremos enfrentá-la de verdade, precisamos olhar com mais atenção para aquelas que historicamente foram menos ouvidas, menos protegidas e menos contadas. Combater a violência contra as mulheres também exige combater o racismo, a LGBTfobia, a exclusão territorial e o apagamento de tantas vidas. Só assim será possível construir políticas públicas que realmente protejam todas as mulheres, em sua diversidade.

Não se cale, denuncie.

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Como identificar um relacionamento abusivo: sinais que não podem ser ignorados

Nem toda violência deixa marcas visíveis no corpo. Muitas vezes, ela começa de forma silenciosa, em atitudes que parecem pequenas no início, mas que, com o tempo, passam a controlar, ferir e destruir a autoestima da vítima. Por isso, falar sobre relacionamento abusivo é tão importante. Reconhecer os sinais pode ser o primeiro passo para interromper um ciclo de dor que, em muitos casos, vai crescendo aos poucos.

A violência doméstica não se resume à agressão física. Pela Lei Maria da Penha, ela inclui também a violência psicológica, sexual, moral e patrimonial. Isso significa que humilhar, ameaçar, controlar, perseguir, isolar, destruir objetos, impedir o acesso ao dinheiro ou desmoralizar uma mulher também são formas de violência. Muitas dessas atitudes ainda são tratadas como “ciúme”, “briga de casal” ou “exagero”, quando na verdade são sinais sérios de abuso.

Um dos pontos mais importantes para entender esse tema é o chamado ciclo da violência. De acordo com materiais de referência sobre o assunto, esse ciclo costuma acontecer em fases. Primeiro vem o aumento da tensão: o agressor fica irritado, faz ameaças, humilha, controla e cria um ambiente de medo. Depois acontece a explosão, quando surgem agressões mais graves, verbais, psicológicas, físicas ou sexuais. Em seguida pode vir um momento de aparente calma, em que o agressor pede desculpas, promete mudar e demonstra carinho. Essa fase, às vezes chamada de “lua de mel”, pode fazer a vítima acreditar que a situação vai melhorar. Mas, sem ruptura e apoio, o ciclo costuma recomeçar.

Os sinais de alerta podem aparecer antes mesmo de uma agressão mais evidente. Controlar roupas, amizades, horários e redes sociais; exigir senhas; afastar a mulher da família; fazer ameaças disfarçadas; desvalorizar sua opinião; culpar a vítima por tudo; sentir ciúme excessivo; impedir que ela trabalhe ou estude; controlar seu dinheiro; e tratar o medo da mulher como algo normal são sinais que não podem ser ignorados. Em muitos casos, o abuso cresce justamente porque essas atitudes são naturalizadas.

Muita gente se pergunta por que é tão difícil sair de um relacionamento abusivo. Mas essa pergunta precisa ser feita com cuidado. Sair nem sempre depende apenas de vontade. O medo de agressões ainda piores, a dependência financeira, a presença de filhos, a esperança de mudança, a culpa, a vergonha, o isolamento e a falta de apoio fazem com que esse processo seja muito mais complexo do que parece para quem olha de fora. Em vez de julgamento, o que uma vítima precisa é de acolhimento, escuta e proteção.

Também é fundamental dizer com clareza: a culpa nunca é da vítima. Nenhuma roupa, palavra, escolha ou tentativa de manter a relação justifica violência. A responsabilidade é sempre de quem agride. Repetir essa verdade é necessário porque uma das formas mais cruéis de abuso é justamente fazer a mulher acreditar que ela causou a violência que sofreu. Esse tipo de manipulação machuca profundamente e dificulta ainda mais a busca por ajuda.

Falar sobre isso é uma forma de proteção. Quando aprendemos a identificar os sinais, ajudamos a romper o silêncio, combater a normalização da violência e fortalecer meninas e mulheres para que reconheçam que amor não combina com medo, controle ou humilhação. Relacionamentos saudáveis são construídos com respeito, liberdade, cuidado e segurança, nunca com ameaça e dor.

Não se cale, denuncie.

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Não é sobre flores. É sobre vidas e direitos

Em março, é comum ver homenagens, mensagens bonitas e flores. Mas falar sobre as mulheres não pode se limitar a gestos simbólicos. Esse mês precisa ser, acima de tudo, um momento de lembrar que milhões de mulheres ainda vivem com medo, enfrentam violência e têm seus direitos negados todos os dias. Por isso, dizer que não é sobre flores, é sobre vidas e direitos é lembrar que a luta das mulheres vai muito além da celebração: ela fala de dignidade, respeito, proteção e igualdade real.

Falar sobre direitos das mulheres é falar sobre liberdade, segurança, respeito e acesso igual aos espaços da sociedade. É por isso que a igualdade de gênero ocupa um lugar central na Agenda 2030 da ONU. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS 5) propõe “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”, incluindo metas como acabar com a discriminação e eliminar todas as formas de violência contra mulheres e meninas, tanto nos espaços públicos quanto nos privados. Ou seja: não existe igualdade real enquanto a violência continuar fazendo parte da vida de tantas mulheres.

Essa ligação entre igualdade de gênero e combate à violência é direta. A violência não aparece por acaso. Ela nasce e cresce em uma sociedade que ainda trata mulheres como inferiores, menos capazes ou menos dignas de respeito. Quando meninas e mulheres têm seus corpos controlados, suas vozes desvalorizadas e seus direitos questionados, a violência encontra espaço para existir. Por isso, combater a violência não é apenas punir agressões: é também mudar ideias, práticas e estruturas que sustentam essa desigualdade.

Isso deixa claro que o ODS 5 não é uma meta distante ou apenas teórica. Ele responde a problemas concretos, urgentes e cotidianos. Garantir igualdade de gênero significa criar condições para que meninas cresçam sem medo, estudem com liberdade, façam escolhas sobre a própria vida e ocupem espaços na ciência, na política, na escola, no trabalho e onde quiserem estar. E isso só é possível quando seus direitos são protegidos de verdade.

Também é importante lembrar que a igualdade de gênero não beneficia apenas as mulheres. Ela fortalece toda a sociedade. Quando há mais justiça, mais acesso à educação, mais proteção e mais oportunidades, todos ganham. Sociedades mais iguais tendem a ser mais democráticas, mais saudáveis e mais humanas. Por isso, o enfrentamento da violência contra as mulheres não deve ser visto como um tema “particular” ou “de interesse só das mulheres”, mas como um compromisso coletivo com os direitos humanos.

Nesse sentido, março precisa ser mais do que um mês de lembrança. Precisa ser um momento de escuta, reflexão e ação. Flores podem ser gentis, mas não substituem políticas públicas, redes de apoio, educação para o respeito e compromisso com a transformação social. O que está em jogo não é uma homenagem passageira. São vidas, direitos e a possibilidade de construir um futuro em que meninas e mulheres possam existir com dignidade, segurança e liberdade.

Não se cale, denuncie.

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Violência contra as mulheres no Brasil: o que os dados revelam

Março é um mês de visibilidade, luta e memória. Quando falamos sobre mulheres neste período, é comum destacar conquistas, trajetórias inspiradoras e avanços importantes. Mas também é necessário olhar para aquilo que ainda precisa ser transformado com urgência. Falar sobre a violência contra as mulheres em março é, portanto, uma escolha necessária: não existe celebração verdadeira enquanto tantas mulheres continuam tendo suas vidas marcadas pelo medo, pela dor e pela desigualdade.Os dados revelam que esse não é um problema isolado, privado ou eventual. Em escala global, quase 1 em cada 3 mulheres já sofreu violência física e/ou sexual ao longo da vida, geralmente praticada por parceiros íntimos. Nas Américas, a violência por parceiro íntimo segue sendo uma das formas mais comuns dessa violação de direitos. Isso mostra que a violência contra as mulheres não é uma exceção. Ela faz parte de uma realidade dura, constante e presente em diferentes países, culturas e espaços sociais.

 

No Brasil, a situação também é muito preocupante. Levantamentos recentes indicam que milhões de mulheres seguem expostas a agressões físicas, psicológicas e sexuais. Segundo dados reunidos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 40,7% das mulheres com 16anos ou mais já sofreram violência física, sexual e/ou psicológica praticada por parceiro íntimo ou ex-parceiro ao longo da vida. Além disso, bases recentes organizadas pelo Instituto Patrícia Galvão apontam que mais de 21 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência em 2024. Esses números mostram que a violência contra a mulher está presente no cotidiano e afeta profundamente a vida de quem passa por isso.

Esses números não se resumem a estatísticas. Eles correspondem a histórias interrompidas, rotinas marcadas pelo medo, trajetórias escolares e profissionais afetadas, vínculos familiares abalados e projetos de vida que passam a ser reorganizados em função da sobrevivência. A violência produz impactos emocionais profundos, como ansiedade, depressão, culpa, medo crônico e perda da autoestima. No plano social, pode gerar isolamento, afastamento dos espaços públicos e enfraquecimento das redes de apoio. 

Também é importante compreender que a violência nem sempre começa com a agressão física. Muitas vezes, ela se inicia nas palavras, nas humilhações, no controle, na desqualificação e nas tentativas de silenciamento. No ambiente digital, esse processo tem ganhado novas formas e escalas.O crescimento do discurso de ódio contra as mulheres nas redes sociais ajuda a normalizar a violência, reforça ideias de inferioridade feminina e pode até incentivar agressões fora da internet.

O espaço digital se tornou um lugar onde muitas mulheres sofrem ataques misóginos, ameaças, exposição de imagens sem consentimento, mentiras criadas para destruir sua imagem e campanhas organizadas para intimidar e silenciar. Essas violências não são menores só porque acontecem na internet. Elas ferem, assustam, deixam marcas profundas e aumentam a sensação de insegurança. Quando esse tipo de ataque se repete todos os dias, ele ajuda a tornar a violência algo comum aos olhos de muitas pessoas, quando na verdade deveria ser combatida com firmeza.

Falar sobre isso em uma iniciativa como o Ciência, Coisa de Menina também é afirmar que a produção do conhecimento não está separada da realidade. Discutir violência de gênero é discutir direitos humanos, saúde pública, educação, justiça social, tecnologia e democracia. É reconhecer que meninas e mulheres só podem participar da ciência, da escola, da universidade e da vida pública quando têm garantidas condições mínimas de dignidade, segurança e liberdade.

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Dia Nacional das Meninas e Mulheres na Ciência: de reflexões a soluções

Celebrado em 11 de fevereiro, o Dia Nacional das Meninas e Mulheres na Ciência foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 2015 com o objetivo principal de chamar a atenção do mundo para um desafio que ainda persiste: a desigualdade de gênero na ciência. A data não é apenas comemorativa — ela é, acima de tudo, um convite à reflexão e à solução.

A Ciência e o Protagonismo Feminino no Mundo.

A ciência está relacionada ao poder das nações e às importantes decisões que influenciam a sociedade. Assim, a participação de meninas e mulheres na ciência torna-se um elemento importante para determinar os rumos da sociedade.

Dados recentes da UNESCO mostram que, embora as mulheres sejam maioria no ensino superior em grande parte do mundo, elas representam apenas cerca de 35% dos graduados nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). Quando olhamos para a carreira científica, a desigualdade se torna ainda mais evidente: apenas um terço dos pesquisadores no mundo são mulheres.

Esses números não indicam falta de interesse ou de capacidade. Pelo contrário: meninas e mulheres demonstram, desde cedo, curiosidade, criatividade e grande potencial para as áreas STEM. O que frequentemente falta não é interesse, mas acesso. Faltam oportunidades reais, incentivos contínuos, referências femininas visíveis e ambientes que acolham, estimulem e reconheçam suas trajetórias.

Mais do que números, estamos falando de histórias, sonhos e futuros possíveis. Investir em meninas e mulheres na ciência é investir em inovação, diversidade e justiça social. De acordo com a UNESCO, promover a igualdade de gênero na ciência passa pelo desmantelamento de estereótipos e preconceitos, ampliando a visibilidade de modelos femininos e reconhecendo suas contribuições, além de fortalecer redes e plataformas globais que possibilitem conexões profissionais significativas entre mulheres cientistas. Também é fundamental envolver pais e responsáveis em iniciativas educativas que combatam concepções equivocadas sobre as áreas científicas e questionem expectativas de gênero que influenciam identidades, crenças e escolhas das meninas.

Conclusão

O Dia Nacional das Meninas e Mulheres na Ciência reforça a necessidade de garantir acesso igualitário à educação científica, promover a valorização de mulheres pesquisadoras, combater estereótipos e incentivar meninas a acreditarem que a ciência é um espaço para elas.

Que esta data nos lembre que a ciência só é verdadeiramente completa quando todas as vozes têm espaço para participar, criar e transformar. Que ela também reafirme, sem dúvidas, que ciência é coisa de menina — e que garantir esse lugar é um direito. Que sigamos lutando todos os dias por mais oportunidades, visibilidade e equidade, para que meninas e mulheres possam ocupar a ciência com liberdade, reconhecimento e protagonismo.

 

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Um novo ano para sonhar, descobrir e transformar: o que esperamos para o Ciência, Coisa de Menina

Todo início de ano traz consigo a sensação de recomeço. É o momento em que olhamos para trás, reconhecemos o caminho percorrido e, ao mesmo tempo, abrimos espaço para novos sonhos, novas perguntas e novas possibilidades. No Ciência, Coisa de Menina, esse movimento é ainda mais significativo, porque cada passo dado representa uma menina que passou a se enxergar como parte da ciência.

Ao longo do último ano, acompanhamos histórias potentes de transformação. Meninas que tiveram o primeiro contato com experimentos científicos, que entraram pela primeira vez em uma universidade, que conversaram com pesquisadoras, que descobriram que a curiosidade que carregam desde pequenas pode se tornar um caminho possível de estudo, profissão e realização pessoal. Esses encontros nos mostram que a ciência muda vidas quando é apresentada com afeto, escuta e pertencimento.

Encerrar um ciclo é também reconhecer que a ciência não se constrói sozinha. Ela nasce do coletivo, das trocas, das perguntas feitas sem medo e do incentivo constante para que meninas ocupem espaços historicamente negados a elas. É com esse espírito que iniciamos um novo ano: com gratidão pelo que foi vivido e com entusiasmo pelo que ainda queremos construir.

O que queremos fortalecer e ampliar neste novo an0

O Ciêncioa, Coisa de Menina nasce da certeza de que meninas são capazes de fazer ciência desde cedo, desde que tenham oportunidades, referências e ambientes seguros para explorar suas ideias. Para este novo ano, nosso desejo é aprofundar esse compromisso e ampliar nosso alcance.

Queremos ver o projeto crescendo em diferentes frentes:

  • Mais acesso à ciência em territórios diversos, chegando a escolas, comunidades e espaços onde o contato com a universidade e a pesquisa ainda é limitado;

  • Atividades práticas e experimentais, que estimulem o aprender fazendo, despertando a curiosidade científica de forma concreta e divertida;

  • Maior aproximação entre meninas e mulheres cientistas, criando vínculos, referências reais e diálogos inspiradores;

  • Espaços de escuta e expressão, onde as próprias meninas possam falar sobre seus sonhos, inseguranças, descobertas e perguntas;

  • Fortalecimento da divulgação científica, mostrando que ciência também é linguagem, comunicação, criatividade e transformação social.

Mais do que formar futuras cientistas, queremos formar meninas confiantes, que saibam que a ciência pode ser um caminho possível, mas que, acima de tudo, reconheçam o próprio valor, sua capacidade de pensar criticamente e de ocupar qualquer espaço que desejarem.

A importância das referências: ver para se reconhecer

Um dos pilares do Ciência, Coisa de Menina é a construção de referências. Quando uma menina vê outra mulher fazendo ciência, liderando pesquisas, explorando o mundo, ela passa a imaginar: “eu também posso estar ali”. Esse processo de identificação é poderoso e necessário.

Nesse sentido, os momentos de pausa, como as férias, também podem ser oportunidades de aprendizado e inspiração. Assistir a filmes e documentários que retratam histórias reais de mulheres na ciência, na educação e na luta por direitos é uma forma de ampliar horizontes e fortalecer sonhos.

Resenha do documentário As Cientistas (2021)

O documentário As Cientistas apresenta histórias reais de mulheres brasileiras que atuam na ciência em diferentes áreas do conhecimento. Ao longo do filme, conhecemos pesquisadoras que trabalham com biologia, física, química, saúde, educação e outras áreas, mostrando que a ciência no Brasil também é feita por mulheres, com dedicação, esforço e compromisso com a sociedade.

O documentário mostra que o caminho da ciência nem sempre é fácil. Muitas das cientistas relatam dificuldades como a falta de reconhecimento, o machismo dentro das universidades, a escassez de recursos para pesquisa e a necessidade de conciliar trabalho, estudos e vida pessoal. Esses relatos ajudam o público a entender que os desafios enfrentados pelas mulheres na ciência não são individuais, mas fazem parte de uma realidade ainda desigual.

Mesmo diante dessas dificuldades, o filme destaca a força, a persistência e a paixão dessas mulheres pelo que fazem. As cientistas compartilham como suas pesquisas contribuem diretamente para a melhoria da vida das pessoas, seja na área da saúde, do meio ambiente ou da educação. Isso reforça a ideia de que a ciência está presente no dia a dia e tem um papel fundamental na construção de uma sociedade melhor.

Um ponto muito importante do documentário é a forma como ele aproxima a ciência das pessoas. Ao mostrar cientistas brasileiras falando de suas próprias histórias, o filme ajuda meninas e jovens a se identificarem com essas trajetórias. Ver mulheres reais ocupando espaços científicos faz com que outras meninas possam imaginar esse caminho para si mesmas e perceber que a ciência também pode ser um sonho possível.

Além disso, o documentário chama a atenção para a importância de apoiar a presença feminina na ciência. Ele mostra como o incentivo, o acesso à educação e a valorização das pesquisadoras são essenciais para que mais mulheres permaneçam e cresçam nesse campo. A diversidade, como o filme deixa claro, fortalece a ciência e amplia as possibilidades de inovação.

As Cientistas é um documentário inspirador, que informa, emociona e provoca reflexão. Ele é uma excelente ferramenta para ser usada em escolas, projetos sociais e iniciativas de divulgação científica, pois ajuda a construir uma visão mais justa e inclusiva sobre quem faz ciência no Brasil.

Ao final, o filme nos lembra que a ciência não é feita apenas de números, fórmulas e laboratórios, mas também de pessoas, histórias e sonhos. E que meninas precisam crescer sabendo que suas perguntas importam e que a ciência também é um lugar para elas.

Seguimos juntas, com curiosidade e esperança

Começar um novo ano no Ciência, Coisa de Menina é reafirmar um compromisso coletivo: o de continuar abrindo caminhos, construindo pontes e fortalecendo sonhos. Seguimos acreditando que a ciência é, sim, coisa de menina e que cada experiência, cada conversa e cada descoberta contribui para um futuro mais diverso, justo e inclusivo.

Que este seja um ano de mais perguntas do que respostas prontas, de mais encontros, de mais descobertas e de mais meninas se reconhecendo como parte da ciência.

Seguimos juntas. Porque o futuro se constrói agora e ele também é feito por meninas. 💜🔬

Especial Ciência, Coisa de Menina 2025

 

 

A ciência brasileira ganha novas cores, vozes e perspectivas quando abrimos as portas para o talento feminino desde cedo. O projeto Ciência Coisa de Menina tem sido um divisor de águas na vida de jovens em todo o país, provando que o laboratório, a pesquisa e a inovação são espaços de direito de toda mulher.

Para entender a dimensão dessa transformação, reunimos depoimentos de participantes de diferentes polos e regiões. Elas compartilham suas experiências, os momentos que marcaram sua trajetória em 2025 e como o projeto ajudou a moldar suas visões de mundo.

Polo Tramandaí – UFRGS

Júlia Yasmin Maciel Licks, 18 anos
“O projeto Ciência, Coisa de Menina me mostrou que a ciência também é o meu lugar, e que quando uma menina acredita no seu potencial, ela transforma o futuro. O momento que mais me marcou no projeto foi a confecção de perfumes. Foi uma experiência única, criativa e cheia de descobertas. Poder transformar ideias em algo real, com minhas próprias mãos, me fez sentir ainda mais conectada com a ciência e perceber o quanto ela pode ser divertida, prática e inspiradora. O projeto tem um impacto enorme em nível nacional, pois incentiva meninas de diferentes regiões do país a acreditarem em seu potencial científico. Ele abre portas, promove representatividade, cria oportunidades de aprendizagem e mostra que meninas podem e devem ocupar espaços importantes no mundo da ciência. Ao unir polos de várias regiões, o projeto fortalece a presença feminina na ciência e contribui para a construção de um futuro mais diverso, criativo e igualitário para todo o Brasil.”

Yasmin Nunes da Silva, 19 anos
“Participar do projeto Ciência: Coisa de Menina me abriu muitas portas, muitas oportunidades e experiências novas. Posso dizer que faço parte de um projeto que é como uma família para mim. É uma honra enorme estar nesse projeto, que é muito importante e especial para mim. O que mais me marcou neste 2025 com o projeto foi a minha primeira visita à UFRGS do litoral. Foi uma experiência maravilhosa! Fomos convidadas a assistir a uma palestra incrível, e para mim, isso foi marcante. Eu espero que esse projeto possa se expandir para fora do país e mostrar para outras meninas esse mundo maravilhoso da ciência, repleto de experiências, amor e empatia umas pelas outras. Afinal, isso é o que resume o Ciência é Coisa de Menina!”

Sophia Dourado, 18 anos
“O projeto foi importante para mim porque me deu a oportunidade de conhecer muitas pessoas legais, aprender coisas novas e me incentivou a sempre procurar superar as minhas próprias expectativas. Participei de oficinas muito legais, como a do perfume, e me diverti muito nesse projeto!”

Polo Poços de Caldas – Unifal

Ana Julia Faria Fernandes, 18 anos
“O projeto Ciência: Coisa de Menina me ensinou e me mostrou caminhos nos quais posso ingressar e me capacitar para alcançar meus sonhos e desejos, além de mostrar que toda mulher mostra que toda mulher pode ser cientista.”

Maria Luiza Maciel, 18 anos
“Em 2025, o projeto Ciência: Coisa de Menina me mostrou quem eu posso ser: uma menina que questiona, descobre e transforma, e que faz parte de um movimento que inspira outras meninas em todo o país.”

 

Polo Florianópolis – UFSC 

Eduarda Valenthini, 16 anos
“O projeto Ciência: Coisa de Menina, foi a porta que eu precisava para adentrar ainda mais no mundo científico. Com o projeto, aprendi com mulheres incríveis o quanto somos, sim, importantes e necessárias em ambientes que, por tanto tempo, nos foram negados.”

Maria Luiza Silva Souza, 15 anos
“O projeto é muito significativo no sentido de conscientização, ajuda muito em mostrar que qualquer um pode sim entrar na ciência independente de sua cor, gênero ou sexualidade. Isso por si é muito bonito e motiva outras pessoas à entrarem nesse meio, pessoas que não teriam tantas oportunidades.”

 

Polo Salvador – IFBA

Alyne Silva Lopes, 21 anos
“‘O que é ser mulher?’ Para além da ciência, o projeto CCM também impacta no nosso senso crítico sobre o universo feminino, como a sociedade o molda e como nós podemos nos libertar disso.”

Taíssa Santos e Santos, 19 anos
“O projeto Ciência: Coisa de Menina representa a oportunidade de me reconhecer como parte da ciência, de entender que o meu lugar também é nos laboratórios, nas pesquisas e nas descobertas. O que mais me marcou foi perceber o quanto somos capazes quando recebemos incentivo, apoio e conhecimento, além das experiências práticas que fortaleceram a minha confiança e o meu interesse pela ciência.”

Polo Penedo – IFAL

Letícia Oliveira Veras (17 anos) e Letycya Gabryella Santos (16 anos)
A frase é: ”A ciência também se constrói com mãos femininas”

 

O Futuro é Feminino e Científico! Os relatos dessas jovens deixam claro que o Ciência Coisa de Menina vai muito além de oficinas e palestras: trata-se de um movimento de emancipação. Ao oferecer ferramentas, representatividade e uma rede de apoio, o projeto está formando não apenas futuras cientistas, mas cidadãs críticas e confiantes.

A ciência brasileira só tem a ganhar com essa diversidade. Afinal, como as próprias participantes afirmam: o futuro se transforma quando uma menina acredita no seu potencial.