A Cronologia da Luta: Como as mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil?

Por muito tempo, as mulheres foram desencorajadas a posicionar-se, expressar opiniões e demonstrar sua força. No entanto, contra todas as adversidades, personalidades corajosas ergueram suas vozes ao longo dos anos para transformar essa realidade e abrir caminhos para as gerações futuras.

A linha do tempo a seguir sintetiza os principais marcos de superação e conquistas legislativas, sociais e educacionais das mulheres no Brasil:



Fonte: https://www.sescrio.org.br/noticias/marco-delas/marco-delas-conheca-a-trajetoria-das-lutas-pelos-direitos-das-mulheres-no-brasil/


Por trás de cada marco histórico e mudança na legislação, existem nomes cruciais que dedicaram suas vidas a transformar essas pautas em realidade:

Bertha Lutz: Cientista e ativista fundamental para a conquista do sufrágio feminino no Brasil. Fundadora da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), foi peça-chave na inclusão do voto feminino no Código Eleitoral de 1932 e atuou como deputada federal a partir de 1936 na defesa da igualdade de direitos.

Antonieta de Barros: Educadora, jornalista e pioneira na política nacional. Tornou-se a primeira deputada estadual negra do país e a primeira mulher eleita no estado de Santa Catarina, em 1935, dedicando sua atuação pública e imprensa à luta por uma educação acessível a todos.

Maria da Penha: Farmacêutica e ativista cearense que transformou sua tragédia pessoal em um marco divisor de águas. Após décadas de luta contra a impunidade da violência que sofreu, sua busca por justiça inspirou a criação da Lei nº 11.340/2006, hoje reconhecida mundialmente no combate à violência doméstica.


Apoiar e dar visibilidade às mulheres que lutam por equidade de gênero é assegurar um futuro mais justo, garantindo que todas tenham o espaço, a segurança e a voz que merecem.


REFERÊNCIAS:

LIMA, Ana Cláudia M. T.; PALERMO, Vicente. Sufrágio universal, mas… só para homens: O voto feminino no Brasil. Revista de Sociologia e Política, v. 27, n. 70, e003, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsocp/a/FYkrhym6TpRzRf78q7F7Mmq/?lang=pt. Acesso em: 4 ago. 2026.

WILDE, Lauritz. Bertha Maria Júlia Lutz: The interest in frogs brought her to the forest, the fight for gender equality to the diplomatic arena.,12 maio 2024. DOI: 10.59704/c1cbb73ca0bd9526. Disponível em: https://verfassungsblog.de/bertha-maria-julia-lutz/. Acesso em: 9 ago. 2026.

TORRES, Aline. Antonieta de Barros, a parlamentar negra pioneira que criou o Dia do Professor. El País Brasil, Florianópolis, 15 out. 2020. Opinião. Disponível em: https://brasil.elpais.com/opiniao/2020-10-15/antonieta-de-barros-a-parlamentar-negra-pioneira-que-criou-o-dia-do-professor.html. Acesso em: 9 ago. 2026.

INSTITUTO MARIA DA PENHA. Quem é Maria da Penha. [S. l.]: IMP, [2023]. Disponível em: https://www.institutomariadapenha.org.br/quem-e-maria-da-penha.html. Acesso em: 9 ago. 2026.

O que é Sufrágio Universal e por que seu voto molda o futuro da ciência?

Nem sempre o direito ao voto foi garantido a todas as pessoas. Ao longo da história, mulheres, pessoas negras e outros grupos precisaram lutar para conquistar o direito de participar das decisões políticas. Embora hoje o sufrágio universal seja um dos pilares da democracia, ainda existem discursos que tentam deslegitimar a voz de determinados grupos, como se algumas opiniões tivessem menos valor do que outras.

Por isso, compreender o significado do sufrágio universal é essencial. O voto é uma das principais ferramentas de participação cidadã e tem o poder de influenciar os rumos da sociedade, da educação, da saúde, da economia e também da ciência. Afinal, as decisões tomadas por representantes eleitos impactam diretamente os investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento.

Nesse contexto, é importante lembrar que as mulheres representam cerca de 52,8% do eleitorado brasileiro. Tentar silenciar suas vozes significa enfraquecer a democracia e ignorar a participação da maioria do eleitorado. Defender o direito de todas as pessoas ao voto e ao livre exercício da cidadania é fortalecer uma sociedade mais justa, representativa e democrática.

Em termos simples, o sufrágio universal é o direito de votar para escolher quem governa, de se candidatar e de participar ativamente das decisões políticas da sociedade, independentemente de renda, classe social, gênero, raça e escolaridade. Isso tem um valor inestimável: a partir do momento em que a nossa opinião pode transformar o amanhã, precisamos agir com atenção. Cabe a nós pesquisar, nos aprofundar e escolher representantes comprometidos em construir um presente melhor e que lutem ao lado de milhões de eleitores. Afinal, um único voto tem a força de mudar a vida de muitas pessoas.

Quando levamos esse conceito para o universo científico, a conexão fica ainda mais evidente. A ciência não acontece sem recursos: laboratórios, equipamentos e, principalmente, bolsas de estudo que sustentam jovens pesquisadores que dependem diretamente do orçamento público. Além disso, garantir a presença e o avanço de meninas e mulheres nos campos da ciência, tecnologia e engenharia exige políticas públicas, que também dependem diretamente das nossas escolhas nas urnas.

Assim, fica claro que o voto consciente tem o poder de transformar a ciência, fortalecer a igualdade de gênero e impulsionar tudo o que uma sociedade precisa para evoluir.

 

REFERÊNCIAS:

G1. Com 83,9 milhões de títulos, cerca de 52% do total, eleitorado feminino segue como o maior do país, diz TSE. 20 jul. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/07/20/com-839-milhoes-de-titulos-cerca-de-52percent-do-total-eleitorado-feminino-segue-como-o-maior-do-pais-diz-tse.ghtml. Acesso em: 28 ago. 2026.

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (TSE). Você sabe o que é sufrágio universal? O Glossário Explica. Brasília, 2026. Disponível em: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Abril/voce-sabe-o-que-e-sufragio-universal-o-glossario-explica. Acesso em: 28 ago. 2026.

SILVA, Maria Liduína de Oliveira e. Democracia, sufrágio universal e direitos das mulheres. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 149, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sssoc/a/xPnc7YC44n7MmwjskjHdCSq/?lang=pt. Acesso em: 29 ago. 2026.



Mulheres na Transição Energética: Liderança e Inovação nas Energias Renováveis no Brasil

O Brasil é referência mundial em sustentabilidade energética, com cerca de 89% da sua eletricidade vinda de fontes limpas. As hidrelétricas continuam sendo a base histórica do país, mas o avanço acelerado das fontes eólicas e solares já garante quase um quarto da geração nacional, complementada pela eficiência do uso da biomassa.

No entanto, vale diferenciar os dois conceitos principais do setor: enquanto a matriz elétrica analisa apenas a eletricidade (90% de renovabilidade), a matriz energética considera todo o consumo do país, incluindo combustíveis de transporte e indústria, onde o Brasil mantém cerca de 50% de energia limpa.

Olhar para a força do setor elétrico brasileiro é também buscar referências de quem está abrindo caminhos nessa área. O avanço da transição energética no país conta com a liderança crucial de mulheres, conheça algumas delas:

Renata Martins Braga: Professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), venceu o prêmio Ciência Delas liderando investigações sobre captura intensiva de CO₂ para a produção de biocombustíveis avançados e conversão de biomassa.

Juliana Souza Baioco: Docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi premiada por seus estudos técnicos voltados para o desenvolvimento de futuros parques eólicos offshore e armazenamento subterrâneo de energia.

Fernanda Delgado: Atua como diretora executiva da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde, coordenando frentes estratégicas para a consolidação de matrizes energéticas limpas no país.

O fortalecimento das energias renováveis no Brasil depende não apenas dos avanços tecnológicos e da ampliação das fontes limpas, mas também da valorização da diversidade e da inclusão de mais mulheres na ciência, na pesquisa e na liderança do setor energético. As trajetórias de pesquisadoras e profissionais como Renata Martins Braga, Juliana Souza Baioco e Fernanda Delgado demonstram que a participação feminina tem contribuído significativamente para o desenvolvimento de soluções inovadoras em áreas estratégicas, como biocombustíveis, energia eólica offshore e hidrogênio verde. Da mesma forma, iniciativas como a Rede Brasileira de Mulheres na Energia Solar (MESol) fortalecem a representatividade feminina e incentivam novas gerações a ingressarem nas carreiras ligadas à transição energética. Investir na participação das mulheres é, portanto, investir em uma matriz energética mais sustentável, inovadora e capaz de responder aos desafios ambientais e sociais do futuro.

Referências:

ALÉM DA ENERGIA. Mulheres na transição energética: conheça as vencedoras. Podcast. Florianópolis: ENGIE Brasil, 2023. Disponível em: https://www.alemdaenergia.engie.com.br/podcast/mulheres-na-transicao-energetica-conheca-as-vencedoras/. Acesso em: 20 jul. 2026.

BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Entenda como o Brasil organiza a geração, transmissão e o consumo de recursos energéticos para o futuro. Brasília, DF: Governo Federal, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/entenda-como-o-brasil-organiza-a-geracao-transmissao-e-o-consumo-de-recursos-energeticos-para-o-futuro. Acesso em: 20 jul. 2026.

EMBER. Brasil desponta como potência em eletricidade renovável do G20. Londres: Ember, 2024. Disponível em: https://ember-energy.org/pt-br/analise/brasil-desponta-como-potencia-em-eletricidade-renovavel-do-g20/. Acesso em: 22 jul. 2026.

FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE (FUNPEC). Pesquisadora da UFRN conquista 1º lugar em seleção internacional sobre energias renováveis. Natal: FUNPEC, 2023. Disponível em: https://funpec.br/pesquisadora-da-ufrn-conquista-1o-lugar-em-selecao-internacional-sobre-energias-renovaveis/. Acesso em: 21 jul. 2026.

MESOL. Página inicial. Maringá: Minha Energia Solar, 2026. Disponível em: https://www.mesol.com.br/. Acesso em: 20 jul. 2026.

RAÍZEN. Matriz energética brasileira: o que é e qual a importância? São Paulo: Raízen, 2023. Disponível em: https://www.raizen.com.br/blog/matriz-energetica-brasileira. Acesso em: 22 jul. 2026.

Combustível do Futuro: Como a Biotecnologia Transforma Resíduos Agroindustriais em Energia Limpa

As mudanças climáticas e o aumento da emissão de gases de efeito estufa tornam cada vez mais urgente a adoção de fontes de energia renováveis e sustentáveis. Nesse cenário, a biotecnologia surge como uma importante aliada ao transformar resíduos da agroindústria, antes vistos apenas como descarte, em combustíveis limpos e de alto valor energético. Cascas, sementes, bagaços, efluentes e outros subprodutos agrícolas podem ser reaproveitados por meio de processos biotecnológicos, contribuindo para a redução da poluição, a economia circular e o uso mais eficiente dos recursos naturais. Assim, o combustível do futuro não depende apenas de novas descobertas, mas também da capacidade de transformar resíduos em soluções para um planeta mais sustentável.

A transição energética não é mais apenas um debate para o futuro, ela se tornou uma necessidade urgente para enfrentar o impacto das nossas ações no planeta. Por esse motivo o reaproveitamento de resíduos agroindustriais, que são subprodutos gerados durante o processamento de matérias-primas agrícolas (como alimentos e fibras), eles incluem cascas, sementes, bagaços, efluentes e restos de frigoríficos. E a biotecnologia, que é a utilização de organismos vivos (como bactérias, leveduras e algas) ou seus derivados para converter matéria orgânica em combustíveis limpos. São esperanças para a energia renovável.

A biotecnologia transforma os resíduos agroindustriais, convertendo os danos causados no meio ambiente em em recursos energéticos. Esse processo é chamado de bioconversão que é o uso dos microrganismos e enzimas para transformar os materiais orgânicos em produtos de alto valor.

Utilizando esse processo é possível gerar biogás e biometano, produzidos pela decomposição, na ausência de oxigênio, de resíduos orgânicos. Esses combustíveis podem substituir o gás natural na geração de eletricidade e no abastecimento de veículos. Também é possível produzir biodiesel, um combustível líquido obtido a partir de óleos vegetais e gorduras animais, que substitui o diesel de origem fóssil, entre outras formas de energia limpa.

Os avanços da biotecnologia demonstram que o reaproveitamento de resíduos agroindustriais é uma alternativa viável para a produção de energia limpa e para a redução dos impactos ambientais. Por meio dos processos de bioconversão, microrganismos e enzimas transformam materiais que antes eram descartados em combustíveis renováveis, como biogás, biometano e biodiesel. Dessa forma, além de contribuir para a diminuição da dependência dos combustíveis fósseis, essa tecnologia fortalece a economia circular e promove o uso sustentável dos recursos naturais. O combustível do futuro, portanto, pode estar menos na exploração de novas fontes e mais na capacidade de inovar, valorizando aquilo que hoje chamamos de resíduo.

REFERÊNCIAS:

EMBRAPA. Aproveitamento de resíduos agroindustriais. Brasília, DF: Embrapa, 2020. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1126255/1/S-VAZ-Aproveitamento-de-resi769duos-agroindustriais.pdf. Acesso em: 13 jul. 2026.

EMBRAPA. Conhecendo o biogás. Brasília, DF: Embrapa, 2024. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1169874/1/Conhecendo-o-biogas.pdf. Acesso em: 13 jul. 2026.

FERRARA, Maria Antonieta; SIANI, Antonio Carlos; BON, Elba Pinto da Silva; “Processos de bioconversão aplicados à obtenção de fármacos e intermediários”, p. 137-172. Biotecnologia aplicada à agro&indústria – Vol. 4. São Paulo: Blucher, 2017. Disponível em: https://openaccess.blucher.com.br/article-details/processos-de-bioconversao-aplicados-a-obtencao-de-farmacos-e-intermediarios-20255. Acesso em: 13 jul. 2026.

FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO (FAPESP). Energia. São Paulo: FAPESP, 2010. Disponível em:https://fapesp.br/publicacoes/energia.pdf](https://fapesp.br/publicacoes/energia.pdf. Acesso em: 13 jul. 2026.

GOMES, Isabela Temístocles. A urgência pela descarbonização climática das economias globais e o papel do hidrogênio verde brasileiro. ÎANDÉ: Ciências e Humanidades, São Bernardo do Campo, v. 7, n. 1, p. 2–15, 2023. Disponível em: https://periodicos.ufabc.edu.br/index.php/iande/article/view/661. Acesso em: 12 jul. 2026.

INSTITUTO INTERNACIONAL DESPERTANDO VOCAÇÕES (IIDV). Trabalho publicado nos Anais do Congresso Internacional da Agroindústria (CIAGRO), 2020. Disponível em: https://ciagro.institutoidv.org/ciagro/uploads/1753.pdf. Acesso em: 12 jul. 2026.

SILVA, Inara Amoroso da. Hidrogênio: combustível do futuro. Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde, Campo Grande, v. 20, n. 2, p. 122–126, 2016. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/260/26046651010.pdf. Acesso em: 12 jul. 2026.

Por que as energias renováveis são fundamentais para o enfrentar as mudanças climáticas?

O ser humano sempre utilizou as fontes de energia que se tornou capaz de descobrir ao longo dos anos. O fogo, o carvão e o petróleo fizeram parte de toda a trajetória humana desde as suas descobertas, mas o preço cobrado foi o desequilíbrio do nosso clima. Não se trata mais apenas de salvar o planeta, mas de garantir que as futuras gerações tenham um lugar seguro para viver. No centro dessa mudança está a forma como geramos energia: “continuar queimando o passado através dos combustíveis fósseis é queimar o nosso próprio futuro”.

Entende-se por energia renovável ou regenerativa aquela proveniente de recursos energéticos inesgotáveis em escala humana. O princípio básico é extraí-la de processos em andamento no meio ambiente ou de recursos orgânicos. Desse modo, ela é obtida a partir de fontes naturais como a luz solar, fluxos de água, vento, marés e calor geotérmico, que se reabastece naturalmente, bem como de biocombustíveis, a exemplo da madeira, do óleo vegetal e do etanol.

A importância fundamental dessas fontes no combate à crise climática está na eliminação quase total da emissão de gases do efeito estufa. Enquanto a queima de carvão e petróleo cria uma camada invisível na atmosfera que retém o calor e superaquece o planeta, as fontes renováveis geram eletricidade com emissão neutra de poluentes. Além disso, ao contrário dos combustíveis fósseis, que exigem uma extração altamente destrutiva, as energias limpas preservam os ecossistemas, reduzem a poluição do ar e evitam o agravamento de eventos climáticos extremos.

Apesar de problemas socioeconômicos e estruturais, pesquisas demonstram que os países latino-americanos estão conseguindo contornar as dificuldades para a implementação da energia renovável. Um exemplo notável é o Uruguai, cuja matriz elétrica é hoje composta por 99% de fontes renováveis. A principal delas é a eólica (gerada pela força dos ventos), seguida pelas hidrelétricas (pela força da água em movimento), energia solar e biomassa (gerada a partir de matéria orgânica, como bagaço de cana, lenha e resíduos agrícolas). Essa transição bem-sucedida foi fruto de políticas públicas consistentes, incentivos fiscais e parcerias público-privadas, consolidando o país como um dos líderes mundiais em energia sustentável.

Fica evidente que a transição para as energias renováveis é um desafio complexo; no entanto, sua implementação é totalmente viável. Com esse compromisso, a vida atual e as gerações futuras correm muito menos riscos.

REFERÊNCIAS:

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). O que são mudanças climáticas? Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/175180-o-que-s%C3%A3o-mudan%C3%A7as-clim%C3%A1ticas. Acesso em: 2 jul. 2026.

ORIGO ENERGIA. Combustíveis fósseis: quais são seus impactos? Disponível em: https://origoenergia.com.br/blog/combustiveis-fosseis-quais-sao-seus-impactos/. Acesso em: 1 jul. 2026.

URUGUAY XXI. Uruguay consolida su liderazgo en energías renovables y abre una nueva etapa de inversiones estratégicas. Disponível em: https://www.uruguayxxi.gub.uy/pt/noticias/artigo/uruguay-consolida-su-liderazgo-en-energias-renovables-y-abre-una-nueva-etapa-de-inversiones-estrategicas/. Acesso em: 2 jul. 2026.

YOUTUBE. Fp2LARgeJzk [vídeo]. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Fp2LARgeJzk. Acesso em: 2 jul. 2026.

Mulheres na ciência: pesquisadoras que revelam os impactos do racismo ambiental

Você já parou para pensar por que os impactos das enchentes, deslizamentos e outras crises climáticas nunca atingem a cidade de forma igual? Embora o debate sobre essas crises pareça recente, a lógica que dita quem sofre primeiro, e de forma mais severa, com a degradação do planeta é antiga e estrutural. Esse fenômeno tem nome: racismo ambiental.

O conceito surgiu nos Estados Unidos na década de 1980, nas lutas por direitos civis. No entanto, como discute a socióloga e pesquisadora brasileira Selene Herculano, quando trazemos esse assunto para a nossa realidade, o debate se torna ainda mais desafiador. Isso não acontece por acidente, mas por meio de um sistema onde os impactos ambientais do desenvolvimento econômico atingem de forma desigual populações historicamente vulneráveis. No Brasil, isso fica evidente na naturalização da pobreza e na exposição forçada de negros periféricos, indígenas, quilombolas e migrantes aos cenários de risco.

Se hoje é possível entender e debater esse conceito por aqui, é porque nas últimas décadas pesquisadoras e ativistas entraram em ação, unindo a ciência da universidade com a luta real pela justiça ambiental. Conheça algumas delas:

Selene Herculano

Selene Herculano: Socióloga, professora aposentada da Universidade Federal Fluminense (UFF) e uma das maiores referências intelectuais e ativistas no campo da Sociologia Ambiental, da Justiça Ambiental e do Ecofeminismo no Brasil. Foi uma das principais responsáveis por importar os conceitos norte-americanos de Justiça Ambiental e Racismo Ambiental, adaptando-os para explicar as profundas desigualdades coloniais e sociais do Brasil.

 

Amanda Costa

Amanda Costa: Ativista climática e pesquisadora de Relações Internacionais, muito reconhecida por difundir o conceito e suas conexões com a juventude e a governança.

 

Lays Helena Paes e Silva

Lays Helena Paes e Silva: Cientista social e investigadora com ligações ao Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra. É uma das vozes contemporâneas que estuda a validação, a utilidade e a aplicação do conceito de racismo ambiental no hemisfério sul, com foco na realidade brasileira.

 

Mariana Belmont

Mariana Belmont: Jornalista e ambientalista, organizou o livro Racismo Ambiental e Emergência Climática no Brasil, trazendo à tona a relação entre as desigualdades históricas e a crise do clima.

 

Portanto, entender o racismo ambiental só é possível porque várias mulheres decidiram pesquisar e combater esse problema. O trabalho delas somado à força e à sabedoria das mulheres quilombolas e indígenas, tornou possível o contato desse conceito às dinâmicas sociais. Elas nos mostraram que discutir meio ambiente é, na verdade, discutir a vida das pessoas, direitos humanos e até mesmo sobrevivência.

Referências:

HERCULANO, Selene. O clamor por justiça ambiental e contra o racismo ambiental. InterfacEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente, v. 3, n. 1, art. 2, jan./abr. 2008. Disponível em: https://www3.sp.senac.br/hotsites/blogs/InterfacEHS/wp-content/uploads/2013/07/art-2-2008-6.pdf. Acesso em: 29 jun. 2026.

HERCULANO, Selene. Racismo ambiental, o que é isso? [S. l.: s. n.], [2017]. Disponível em: https://www.professores.uff.br/seleneherculano/wp-content/uploads/sites/149/2017/09/Racismo_3_ambiental.pdf. Acesso em: 29 jun. 2026.

SILVA, Lays Helena Paes e. Ambiente e justiça: sobre a utilidade do conceito de racismo ambiental no contexto brasileiro. e-cadernos CES, n. 17, p. 85-111, 2012. Disponível em: https://journals.openedition.org/eces/1123. Acesso em: 29 jun. 2026.

SOUSA, Daniel Marques de; OLIVEIRA, Maria Teresa de. Racismo ambiental e justiça climática: uma análise interseccional à luz da realidade brasileira. Conecte-se: Revista de Extensão da PUC Minas, v. 8, n. 15, 2024. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/conecte-se/article/view/36110/23883. Acesso em: 29 jun. 2026.

Pioneiras da ciência climática

As mulheres desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento da ciência climática, contribuindo de forma decisiva para a compreensão dos processos atmosféricos, das mudanças climáticas e das interações entre os sistemas naturais da Terra. Apesar das barreiras históricas impostas à participação feminina na ciência, diversas pesquisadoras realizaram descobertas pioneiras que ampliaram o conhecimento sobre o clima e forneceram bases para estudos que hoje orientam políticas ambientais e estratégias de mitigação das mudanças climáticas. No entanto, muitas dessas contribuições permaneceram pouco reconhecidas por décadas. Este artigo apresenta as biografias e as principais contribuições de algumas das pioneiras da ciência climática, destacando seu legado científico e sua importância para a construção do conhecimento que sustenta o enfrentamento dos desafios climáticos contemporâneos.

Eunice Foote

Eunice Foote: Uma cientista amadora americana que, em 1856, conduziu experimentos demonstrando que o dióxido de carbono (CO₂) retém calor e poderia elevar significativamente a temperatura da Terra. Seu trabalho prenunciou a descoberta do efeito estufa.

 

Joanne Simpson

Joanne Simpson: A primeira mulher nos Estados Unidos a receber um doutorado em meteorologia. Ela foi pioneira na modelagem de nuvens em computadores e na compreensão dos “hot towers” (torres quentes), que são colunas de nuvens que transportam calor e umidade para a alta atmosfera.

 

Inez Fung

Inez Fung: Uma renomada climatologista e professora da Universidade da Califórnia, Berkeley, com um papel de destaque na modelagem dos ciclos de carbono e na compreensão de como a biosfera e a atmosfera interagem e co-evolvem frente às mudanças climáticas.

 

Clara Pandolfo

Clara Pandolfo: Química e cientista paraense. Foi uma figura visionária na década de 1970 ao propor o monitoramento da Amazônia por satélites e defender a demarcação de terras protegidas muito antes do tema entrar na agenda global. Sua trajetória de pioneirismo é detalhada no livro Clara Pandolfo: Uma Cientista da Amazônia.

 

Johanna Dobereiner

Johanna Dobereiner: Embora nascida na Europa, radicou-se no Brasil nos anos 1950. Suas descobertas sobre a fixação biológica de nitrogênio (FBN) revolucionaram a agricultura tropical, substituindo fertilizantes químicos e reduzindo severamente os impactos ambientais na terra.

 

Leticia Carvalho

Leticia Carvalho: Oceanógrafa brasileira, primeira mulher e latino-americana a assumir o cargo mais alto da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) na ONU, liderando a governança de proteção de 54% dos oceanos globais.

 

Renata Libonati

Renata Libonati: Professora da UFRJ, premiada internacionalmente por criar sistemas de alerta rápido de queimadas e incêndios florestais via satélite no Cerrado, Pantanal e Amazônia.

 

Ana Paula Cunha

Ana Paula Cunha: Pesquisadora do CEMADEN, especialista no estudo de secas extremas e eventos climáticos. Ela está listada entre os 50 nomes mais citados globalmente em documentos da ONU focados em ação contra a mudança do clima (ODS 13).

 

Diante do que foi apresentado, fica evidente que as trajetórias e contribuições dessas cientistas foram essenciais para o avanço da ciência climática. Seus trabalhos ajudaram a ampliar a compreensão sobre a atmosfera, os oceanos e as mudanças no clima da Terra, além de contribuírem para o desenvolvimento de previsões mais precisas e para a construção de estratégias de enfrentamento das mudanças climáticas.

Mais do que resultados científicos, essas histórias mostram como a ciência também é feita de persistência, curiosidade e transformação. Ao mesmo tempo, o reconhecimento dessas pesquisadoras é fundamental para dar visibilidade ao papel das mulheres na ciência, historicamente marcado por apagamentos e desigualdades. Valorizar essas cientistas é também abrir caminhos: é mostrar que meninas e mulheres podem e devem ocupar todos os espaços da ciência, inclusive aqueles que ajudam a entender e cuidar do futuro do planeta!

Referências:

BBC NEWS BRASIL. [Artigo em português]. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqv816ewjx7o. Acesso em: 25 jun. 2026.

CENTRO NACIONAL DE MONITORAMENTO E ALERTAS DE DESASTRES NATURAIS (CEMADEN). Pesquisadora do Cemaden recebe premiação da Royal Meteorological Society do Reino Unido. Disponível em: https://www.gov.br/cemaden/pt-br/assuntos/noticias-cemaden/pesquisadora-do-cemaden-recebe-premiacao-da-royal-meteorological-society-do-reino-unido. Acesso em: 27 jun. 2026.

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA (EMBRAPA). Johanna Döbereiner: quem foi. Disponível em: https://www.embrapa.br/johanna-dobereiner/quem-foi. Acesso em: 27 jun. 2026.

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE E MUDANÇA DO CLIMA (MMA). Oceanógrafa brasileira Letícia Carvalho é eleita secretária-geral da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos. Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/noticias/oceanografa-brasileira-leticia-carvalho-e-eleita-secretaria-geral-da-autoridade-internacional-dos-fundos-marinhos. Acesso em: 27 jun. 2026.

NASA EARTH OBSERVATORY. Joanne Simpson (1923–2010). Disponível em: https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/joanne-simpson-1923-2010/. Acesso em: 25 jun. 2026.

SUPERINTERESSANTE. A história de Clara Pandolfo, pioneira da química e da proteção da Amazônia. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/a-historia-de-clara-pandolfo-pioneira-da-quimica-e-da-protecao-da-amazonia/. Acesso em: 27 jun. 2026.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (UFRJ). Renata Libonati. Disponível em: https://ser.reitoria.ufrj.br/renata-libonati/. Acesso em: 27 jun. 2026.

El Niño e aquecimento global: como isso afeta a América Latina?

Embora o El Niño e as mudanças climáticas dominem as notícias sobre o clima, você saberia dizer onde termina um fenômeno natural e onde começa a interferência humana? Entender essa diferença é o que torna possível identificar como as mudanças climáticas afetam diretamente o El Niño.

O El Niño corresponde à fase quente do fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENOS), um sistema climático natural resultante da interação entre o oceano e a atmosfera no Oceano Pacífico Equatorial. O componente atmosférico do ENOS é caracterizado pela Oscilação Sul, representada por uma relação inversa entre a pressão atmosférica ao nível do mar em Taiti (Polinésia Francesa) e Darwin (Austrália): quando a pressão aumenta em uma dessas regiões, tende a diminuir na outra. Alterações nesse padrão de circulação atmosférica influenciam a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial. Quando ocorre uma anomalia negativa de pressão no Taiti, o enfraquecimento dos ventos alísios e o aquecimento anômalo das águas superficiais do Pacífico são favorecidos, caracterizando a fase quente do ENOS, denominada El Niño. Por outro lado, quando a anomalia negativa de pressão ocorre em Darwin, a circulação atmosférica e o resfriamento das águas superficiais do Pacífico Equatorial são intensificados configurando a fase fria do fenômeno, conhecida como La Niña.

Essa variação entre as pressões e temperaturas afeta diretamente a dinâmica na parte profunda do oceano, alterando o fenômeno da ressurgência. Em condições normais, os ventos alísios empurram as águas superficiais aquecidas em direção à Austrália, permitindo que as águas profundas, frias e extremamente ricas em nutrientes, subam à superfície na costa oeste da América do Sul. Porém, durante o El Niño esse processo é afetado, onde o enfraquecimento dos ventos faz com que uma camada de água quente e pobre em nutrientes chegue à costa latina. O que é capaz de afetar desde a produtividade marinha até o clima continental.

Na costa oeste da América do Sul, os efeitos da ressurgência manifestam-se de na economia do Peru e do Equador. Conforme aponta a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), o enfraquecimento dos ventos alísios impede que a corrente do fundo e fria suba, o que faz com que os cardumes se afastem e paralisa a pesca local, é nesse cenário vulnerável que as mudanças climáticas são destacadas.

A intensificação do aquecimento global tem potencial para ampliar os impactos associados ao El Niño. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, o aumento da temperatura média do planeta favorece a ocorrência de novos recordes de calor e pode potencializar os efeitos desse fenômeno climático, tornando seus impactos mais intensos em diferentes regiões do mundo. Um exemplo recente foi o El Niño Costeiro de 2023, que provocou alterações significativas no regime de precipitação da costa oeste da América do Sul. De acordo com Peng et al. (2024), o evento desencadeou chuvas extremas, inundações e deslizamentos de terra em áreas litorâneas que, normalmente, apresentam baixos índices pluviométricos. Além das regiões costeiras, os efeitos dessas alterações climáticas também se estenderam ao interior do continente, afetando sistemas agrícolas, recursos hídricos e atividades econômicas.

Embora frequentemente associados, o El Niño e as mudanças climáticas são fenômenos distintos. O El Niño corresponde a uma variabilidade climática natural do sistema oceano-atmosfera, enquanto as mudanças climáticas resultam, predominantemente, do aumento da concentração de gases de efeito estufa decorrente das atividades humanas. Entretanto, em um planeta mais aquecido, os impactos do El Niño tendem a ser mais severos, intensificando eventos extremos como secas, ondas de calor e chuvas intensas. Na América Latina, essa interação tem implicações diretas para a segurança alimentar, a disponibilidade de água, a geração de empregos e a qualidade de vida de milhões de pessoas, reforçando a necessidade de estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Referências

AGU PUBLICATIONS. [Artigo científico]. Disponível em: https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/2014jc010299. Acesso em: 22 jun. 2026.

BBC NEWS BRASIL. O que é El Niño e como ele afeta o clima no mundo. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-55180955. Acesso em: 23 jun. 2026.

BERLATO, M. A.; CUNHA, G. R. da; FONTANA, D. C. El Niño Oscilação Sul: clima, vegetação e agricultura. Passo Fundo: Ed. dos Autores, 2024. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1164333/el-nino-oscilacao-sul-clima-vegetacao-e-agricultura. Acesso em: 23 jun. 2026.

NOAA. Understanding El Niño. Disponível em: https://www.noaa.gov/understanding-el-nino. Acesso em: 22 jun. 2026.

PENG, et al. The 2023 extreme coastal El Niño: Atmospheric and air-sea coupling mechanisms. Science Advances. 2024. doi: 10.1126/sciadv.adk8646. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10959421/. Acesso em: 23 jun. 2026.

Entendendo as mudanças climáticas

O aumento contínuo da temperatura média global deixou de ser uma previsão alarmista e passou a ser a nossa realidade climática. Já sabemos que este é um assunto muito comentado ultimamente, mas o que de fato é o aquecimento global? O que é o El Niño? E todos esses nomes que causam tanta preocupação? É sobre isso que vamos conversar agora[cite: 2, 3].

O aquecimento global é o aumento da temperatura média da Terra, impulsionado pela queima de combustíveis fósseis e pelo desmatamento, ações que intensificam o efeito estufa[cite: 2, 3]. Vale lembrar que o efeito estufa, por si só, é um fenômeno natural de aquecimento térmico, essencial para manter a temperatura do planeta em condições ideais para a nossa sobrevivência[cite: 2, 3]. Já o El Niño é o aquecimento anormal e persistentemente das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, enquanto a La Niña é o seu oposto: o resfriamento dessas mesmas águas[cite: 2, 3]. Como todos esses fenômenos são eventos climáticos extremos, consequências diretas das mudanças climáticas geradas pelo acúmulo de gases que desestabilizam os ecossistemas, precisamos entender não só como eles ocorrem, mas também os motivos por trás deles[cite: 2, 3].

Embora esses eventos, isoladamente, nem sempre configurem uma catástrofe, eles passam a ser considerados desastres climáticos no momento em que impactam diretamente as populações humanas, prejudicando milhares de vidas e provocando grandes danos ambientais e econômicos[cite: 2, 3]. Longe de serem totalmente imprevisíveis, esses cenários de desequilíbrio já eram antecipados por cientistas, povos indígenas e comunidades tradicionais[cite: 2, 3]. Hoje, o próprio IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) documenta que a frequência e a intensidade desses extremos tendem a aumentar nas próximas décadas, caso o aquecimento global continue avançando[cite: 2, 3].

Portanto, esse superaquecimento do planeta é o resultado direto das nossas próprias ações, especialmente da nossa dependência de combustíveis fósseis e da destruição das florestas tropicais[cite: 2, 3]. Se insistirmos em manter o mesmo padrão de vida e consumo, ignorando os limites da Terra, o aquecimento vai continuar subindo[cite: 2, 3]. Entender como todas essas transformações agem juntas nos força a encarar a realidade: mudar a nossa relação com o planeta deixou de ser um debate ecológico para o futuro; virou uma questão urgente de sobrevivência para todos nós, hoje[cite: 2, 3].

Referências:

BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Efeito estufa. Brasília, DF: MCTI, [s.d.][cite: 2, 3]. Disponível em: https://antigo.mctic.gov.br/mctic/opencms/ciencia/SEPED/clima/Comunicacao_Nacional/eee.html[cite: 2, 3]. Acesso em: 19 jun. 2026[cite: 2, 3].

CENTRO DE GESTÃO AMBIENTAL DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO (CGA/FMRP-USP). Aquecimento global. Ribeirão Preto: Universidade de São Paulo, [s.d.][cite: 2, 3]. Disponível em: https://cga.fmrp.usp.br/educacao-ambiental-2/aquecimento-global/[cite: 2, 3]. Acesso em: 20 jun. 2026[cite: 2, 3].

ENVOLVERDE. O peso da água exportada na balança comercial brasileira. São Paulo: Envolverde, [s.d.][cite: 2, 3]. Disponível em: https://envolverde.com.br/noticia/o-peso-da-agua-exportada-na-balanca-comercial-brasileira[cite: 2, 3]. Acesso em: 20 jun. 2026[cite: 2, 3].

INSTITUTO DE PESQUISA AMBIENTAL DA AMAZÔNIA (IPAM). Eventos climáticos extremos. Brasília, DF: IPAM, [s.d.][cite: 2, 3]. Disponível em: https://ipam.org.br/glossario/eventos-climaticos-extremos/[cite: 2, 3]. Acesso em: 19 jun. 2026[cite: 2, 3].

INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA (INMET). El Niño: o que esperar e como isso pode afetar o Rio Grande do Sul. Brasília, DF: INMET, [s.d.][cite: 2, 3]. Disponível em: https://portal.inmet.gov.br/noticias/el-ni%C3%B1o-o-que-esperar-e-como-isso-pode-afetar-o-rio-grande-do-sul[cite: 2, 3]. Acesso em: 20 jun. 2026[cite: 2, 3].

LEGGETT, Jeremy. Aquecimento global. São Paulo: Loyola, 2009[cite: 2, 3]. Disponível em: https://books.google.com.br/books?id=cmWIN7M5400C[cite: 2, 3]. Acesso em: 19 jun. 2026[cite: 2, 3].

REIS, José Roberto dos; MARTINS, Marcos Leandro Alves; FERREIRA, Cássia de Castro. Eventos climáticos extremos e suas implicações socioambientais. Revista Brasileira de Climatologia, Curitiba, v. 30, p. 428-449, 2022[cite: 2, 3]. Disponível em: https://ojs.ufgd.edu.br/rbclima/article/view/13512[cite: 2, 3]. Acesso em: 19 jun. 2026[cite: 2, 3].

Deliane Penha: roda de conversa e Pint of Scienc

No dia 19 de maio de 2026, o projeto Ciência, Coisa de Menina recebeu a professora doutora Deliane Penha, da Universidade Federal do Oeste do Pará, em Poços de Caldas.

No período da manhã, a professora participou de uma roda de conversa com os alunos do Colégio Municipal. Durante o encontro, compartilhou sua trajetória como cientista e comentou sobre a relevância de suas pesquisas relacionadas às árvores da floresta Amazônica. Foi um momento muito inspirador, marcado pela curiosidade, entusiasmo e participação ativa dos estudantes.

No período da noite, a cientista participou do Pint of Science, evento gratuito e aberto para toda a comunidade, que acontece todos os anos em Poços de Caldas. O encontro contou com diversos patrocinadores e apoiadores, entre eles o projeto Ciência, Coisa de Menina, a Universidade Federal de Alfenas e o Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (ambos campus Poços de Caldas). O evento busca aproximar a ciência da população, levando conhecimento científico de forma acessível e descontraída para diferentes públicos.

A temática da apresentação foi: “O curioso caso de árvores na Amazônia: morrem de sede, mas às vezes de fome”. Durante sua fala, a professora destacou a importância das árvores amazônicas para a regulação do clima, o equilíbrio do ciclo da água e os fatores que envolvem a morte das árvores da floresta Amazônica e do mundo. Sua pesquisa contribui para compreender como as árvores reagem às alterações ambientais e aos períodos de seca, ajudando cientistas a entenderem os impactos das mudanças climáticas na floresta Amazônica e em todo o planeta.

No encontro, a professora Dra Renata Piacentini Rodriguez (coordenadora do projeto CCM), juntamente com a professora Dra Deliane Penha, anunciou o novo pólo do projeto Ciência, Coisa de Menina. O momento foi emocionante: agora, o projeto levará divulgação científica também para o estado do Pará, para as meninas da cidade de Oriximiná.

Agradecemos imensamente à professora Deliane Penha por cada um dos encontros, pela generosidade em compartilhar seus conhecimentos, sua trajetória e sua paixão pela ciência. Sua presença inspirou estudantes, professores e toda a comunidade, mostrando a importância da pesquisa científica. Foi uma honra recebê-la em Poços de Caldas e esperamos que este seja apenas o começo de muitos encontros.