A Cronologia da Luta: Como as mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil?
Por muito tempo, as mulheres foram desencorajadas a posicionar-se, expressar opiniões e demonstrar sua força. No entanto, contra todas as adversidades, personalidades corajosas ergueram suas vozes ao longo dos anos para transformar essa realidade e abrir caminhos para as gerações futuras.
A linha do tempo a seguir sintetiza os principais marcos de superação e conquistas legislativas, sociais e educacionais das mulheres no Brasil:



Fonte: https://www.sescrio.org.br/noticias/marco-delas/marco-delas-conheca-a-trajetoria-das-lutas-pelos-direitos-das-mulheres-no-brasil/
Por trás de cada marco histórico e mudança na legislação, existem nomes cruciais que dedicaram suas vidas a transformar essas pautas em realidade:

Bertha Lutz: Cientista e ativista fundamental para a conquista do sufrágio feminino no Brasil. Fundadora da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), foi peça-chave na inclusão do voto feminino no Código Eleitoral de 1932 e atuou como deputada federal a partir de 1936 na defesa da igualdade de direitos.

Antonieta de Barros: Educadora, jornalista e pioneira na política nacional. Tornou-se a primeira deputada estadual negra do país e a primeira mulher eleita no estado de Santa Catarina, em 1935, dedicando sua atuação pública e imprensa à luta por uma educação acessível a todos.

Maria da Penha: Farmacêutica e ativista cearense que transformou sua tragédia pessoal em um marco divisor de águas. Após décadas de luta contra a impunidade da violência que sofreu, sua busca por justiça inspirou a criação da Lei nº 11.340/2006, hoje reconhecida mundialmente no combate à violência doméstica.
Apoiar e dar visibilidade às mulheres que lutam por equidade de gênero é assegurar um futuro mais justo, garantindo que todas tenham o espaço, a segurança e a voz que merecem.
REFERÊNCIAS:
LIMA, Ana Cláudia M. T.; PALERMO, Vicente. Sufrágio universal, mas… só para homens: O voto feminino no Brasil. Revista de Sociologia e Política, v. 27, n. 70, e003, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsocp/a/FYkrhym6TpRzRf78q7F7Mmq/?lang=pt. Acesso em: 4 ago. 2026.
WILDE, Lauritz. Bertha Maria Júlia Lutz: The interest in frogs brought her to the forest, the fight for gender equality to the diplomatic arena.,12 maio 2024. DOI: 10.59704/c1cbb73ca0bd9526. Disponível em: https://verfassungsblog.de/bertha-maria-julia-lutz/. Acesso em: 9 ago. 2026.
TORRES, Aline. Antonieta de Barros, a parlamentar negra pioneira que criou o Dia do Professor. El País Brasil, Florianópolis, 15 out. 2020. Opinião. Disponível em: https://brasil.elpais.com/opiniao/2020-10-15/antonieta-de-barros-a-parlamentar-negra-pioneira-que-criou-o-dia-do-professor.html. Acesso em: 9 ago. 2026.
INSTITUTO MARIA DA PENHA. Quem é Maria da Penha. [S. l.]: IMP, [2023]. Disponível em: https://www.institutomariadapenha.org.br/quem-e-maria-da-penha.html. Acesso em: 9 ago. 2026.
















